Meu filho bate no irmão… e agora?

Quem nunca ouviu uma mãe dizer essa frase: Meu filho bate no irmão.

Toda família que decide partir para o segundo filho (ou mais) um dia acaba passando por isso e dizendo essa frase que acaba se tornando tão corriqueira nas rodinhas de conversa materna.

Aqui em casa não é diferente… minha filha bate na irmã dela.
Só que tem um detalhe: não é a minha filha mais velha que bate na irmã mais nova. É o contrário: a mais nova desce o sarrafo na irmã mais velha… dá pra acreditar?

Será que é ciúmes?

Pois é… todo mundo fala que um dos grandes motivos para isso acontecer é o ciúme que o irmão mais velho sente quando chega um irmãozinho na área, né?

Mas o que dizer nessa situação quando a que chegou depois só quer saber de estapear a outra que já estava aqui antes dela?

A Luisa é minha filha mais velha… a vítima.

A Laís é minha filha mais nova… a encrenqueira.

Ela (a Laís) sente ciúmes da irmã mais velha sim, já deu pra notar isso… mas o motivo principal que a leva a agir dessa forma é simplesmente porque ela é a mais nova. Irmão mais novo adora provocar, desafiar. Ela apronta pra cima da irmã por pura diversão. Ou seja, ela ‘apenas’ está agindo como a irmã mais nova que ela é.
Só que isso acaba mal, porque são brincadeiras e provocações que podem machucar.

Sempre foi assim?

A Luisa sempre foi calma… na dela!
Ela não teve somente o espaço e o trono de filha única roubados, mas teve principalmente o sossego surrupiado com a chegada da Laís.
A Luisa (coitada) acaba apanhando da irmã mais nova, sem nem saber porquê.

Aí a confusão se instala geral, porque a Laís vai pra cima pra bater/morder/beliscar e a Luisa fica tentando se defender, me chamando desesperadamente pra ajuda-la a sair dessa situação.
É isso aí que você ouviu: a Luisa não revida! Por um lado eu acho até bom ela não revidar justamente para não incitar ainda mais a briga, sabe… mas tem hora que tô de saco tão cheio dessa ladainha todo santo dia, que dá vontade de falar para ela dar uns tapas na irmã, pra ver se a Laís aprende a não se meter a besta #prontofalei

Só que não né… a gente separa, conversa, põe de castigo, faz pedir desculpa e dar um abraço… tudo fica lindo momentaneamente, com promessas da Laís de que não vai mais bater/morder/beliscar a irmã… e 5 minutos depois começa tudo de novo.

É só uma fase?

Sim, eu acredito que seja uma fase.
Olha, gente… a Laís é muito ativa, expressiva e impulsiva. Eu acredito que seja uma fase (de morder/bater/beliscar) em que ela está tentando se localizar no mundo.

Sei que essa ‘treta’ entre irmãs vai muito além. Eu lembro o quanto eu e minhas irmãs brigávamos… era briga todo dia e por qualquer motivo fútil. Era brinquedo, era porque uma não queria secar a louça, uma usou a roupa da outra escondido e por aí vai. Foi uma fase que durou até quase a fase adulta? Sim, foi uma fase difícil, principalmente para os meus pais.
Só que hoje a gente não vive uma sem a outra. Nos damos super bem e nos amamos acima de tudo.
Tenho outros exemplos como esse na família… de irmãos que quase se matavam quando mais novos e juram amor eterno quando adultos.

Mas o que fazer mesmo assim?

Então, mesmo que seja apenas uma fase, não dá para aceitar que ela agrida os outros (principalmente a irmã) e ponto final. Ela tem dois anos apenas (quase três), mas entende muito bem a situação. A Laís precisa entender que se age dessa forma negativa haverá consequências. Do mesmo modo como estabelecemos limites para Luisa, é assim para a Laís também.
E é assim quando as duas se comportam bem… sempre tentamos evidenciar os bons comportamentos para que isso as incentivem a querer buscar sempre o que há de melhor dentro delas.

Converso até quando dá… mas quando só a conversa não resolve, vai pro castigo sim. Dou bronca e fica lá no quarto pensando na vida e só volta ao convívio familiar quando se redimir dos pecados =)
#mejulguem

Confesso: tem dia que não é fácil, viu?
E assim vamos levando a nossa vida.
Aos trancos e barrancos… aos gritos/mordidas/tapas/belicões… tentando educar daqui e dalí, porque educar é mesmo uma tarefa muito difícil, mas com muito amor.