Escarlatina: o que é, contágio e tratamento

Há uns dois anos e meio, era um domingo, a Luisa acordou reclamando de uma forte dor de garganta. E junto com a dor veio a febre também e nos deixou um pouco assustados, pois a temperatura já havia se elevado para os 39°.
Como não conseguimos contato com o pediatra, resolvemos levá-la ao pronto socorro. Depois de realizar um exame físico na Luisa, o médico em questão nos informou que estava ‘tudo bem’ e que apesar da dor na garganta e a febre, não podeira medicá-la com algum antibiótico ou outro medicamento, pois não se sabia ainda o que poderia estar causando aqueles sintomas e não fazia mais de 48 horas que a Luisa estava apresentando esse quadro de febre.

No dia seguinte cedinho já corri com ela para o consultório do pediatra e não precisou olhar muita coisa: a Luisa estava com escarlatina.

Escarla… o que?

Pois é… escarlatina é uma doença que não se ouvia falar. Muito comum na época da vovó, esse acometimento tem atingido algumas crianças hoje em dia.
Facilmente confundida com uma amidalite, dor de garganta e tals (pois é a mesma bactéria causadora dessas doenças), a escarlatina pode trazer sérias consequências se não for tratada corretamente.

Além da aparente dor de garganta, vem a febre sempre acima dos 38.5°, dor de cabeça, inapetência e depois surgem manchas vermelhas na pele (seguido de escamação) e a língua fica vermelha com pequenas bolinhas, como se fosse um morango.

Língua avermelhada e papilas inchadas.

Em muitos casos o diagnóstico pode ser confirmado com um exame físico, mas o exame de sangue pode ser solicitado para se ter um diagnóstico preciso.

Por se tratar uma doença causada por uma bactéria, o tratamento deve ser feito com antibiótico específico para o caso.

Por isso, sempre consulte o pediatra para maiores informações e para realizar o tratamento correto.

E pode ter escarlatina mais de uma vez?

Pior que pode gente… digo isso, porque aconteceu exatamente a mesma coisa no último domingo. Coincidência, né?
Começou exatamente como há dois anos e meio atrás, com reclamações de dor na garganta, febre altíssima, dor de cabeça, abatimento e inapetência. No dia seguinte já observamos a alteração na língua e a vermelhidão na região íntima (da primeira vez havia sido no tronco).

Na segunda-feira já levamos para uma consulta com o pediatra e já iniciamos o tratamento de imediato, com 10 dias de antibiótico.

Se tratada corretamente, a escarlatina não oferece riscos. Entretanto, como falei no início desse post, se não for tratada de forma adequada, essa doença pode acarretar em problemas futuros como febre reumática, glomerulonefrite (inflamação nos rins), otite, pneumonia, osteomielite (inflamação nos ossos), meningite, entre outros.

Então, se não tratar a coisa fica séria.

Como se pega escarlatina?

A escarlatina pode ser transmitida pela tosse, espirro, saliva ou qualquer gotícula vinda da pessoa que está com a doença.
Ela é muito comum em crianças, porém pode afetar a pessoa adulta também.

Graças a Deus, aqui em casa ninguém foi afetado nas duas vezes que a Luisa teve escarlatina. Ficamos mais receosos principalmente por causa da Laís. As duas têm contato direto, trocam objetos que foram usados pela outra, etc, mas felizmente não foi transmitido para ela.

O importante é sempre consultar um médico em qualquer caso para se obter o diagnóstico correto, bem como a medicação.

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